Hotline Miami

Hotline Miami

 

Quando você passa um bom tempo jogando Hack ‘n Slashes de grande orçamento, é difícil acreditar que um jogo 2D pixelado consegue ter um combate mais prazeroso ainda, mesmo que eles não sejam exatamente do mesmo gênero.

Hotline Miami oferece um instigante plano de fundo para a sua jogabilidade: se passando em uma Miami estilizada dos anos 80, o protagonista apelidado pela comunidade de “Jacket”, recebe estranhas ligações que pedem que ele vá para algum lugar específico e execute todos que estão ali.  Em meio ao progresso da história, você fala com um trio de pessoas que vestem máscaras de animais, e que questionam suas ações, o que faz com que seus questionamentos como jogador comecem a acumular.

Mas eu diria que a história em si, mesmo que instigue, é secundário perante a jogabilidade. Em toda fase você precisa limpar a sala. Sempre que alguém te vir, ele vai ir em sua direção o mais rápido o possível, e você tem menos de um segundo para reagir, ou você morre. Como a morte é intrísseco ao gameplay, espere morrer mais de 10 vezes por fase. O segredo é o planejamento prévio, conseguir as armas mais úteis pela fase e ter sangue frio ao executar tudo. Aos poucos você percebe que está fazendo tudo de um jeito tão natural e ritmado que o jogo quase se torna algo hipnótico, num transe que só é quebrado ao eliminar o último inimigo da fase.

Hotline Miami te pega pela história e te conquista pelo Gameplay. Um dos melhores jogos dos quais já escrevi para esse site.

 

Disponível para: PS3PS4PS VitaPCMacLinuxAndroid
Desenvolvedora: Dennaton Games
Tempo de Jogo: 3 horas
Pago

Vini Aleixo

About Vini Aleixo

Game Designer que crítica jogos como hobby e Relações Públicas Não Oficial, Não Autorizado e Não Remunerado da Nintendo.

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