BIG Festival 2015: Categoria “Melhor Som”

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Vinicius Aleixo faz parte da equipe de organização do BIG Festival. Suas opiniões expressas no Quick Saving e em textos relacionados, entretanto, não representam de forma alguma as opiniões do BIG Festival ou Abragames.

A categoria “Melhor Som” engloba vários parâmetros diferentes. Melhor projeto sonoro, melhor implementação de som com a mecânica, melhor trilha sonora, e por aí vai. Independente do caso, jogar no mudo qualquer um dos jogos abaixo é a definição mais sincera de desfeita com o trabalho de alguém.

 

Klang

O Construct 2 é uma excelente engine para lidar com som, e podemos ver isso claramente em Klang, um jogo que veio discretamente da Noruega e acabou chamando a atenção de todos.

Neste híbirdo de beat’em up com plataforma, é preciso gerir as duas mecânicas simultaneamente para progredir e destruir inimigos. Como se as duas não apenas funcionassem muito bem juntas, elas ainda são embaladas com ritmo. A batida do jogo rege não apenas os ataques dos inimigos, como também dita os obstáculos do cenário. A sinergia que acaba sendo criada é espetacular.

Esse é um daqueles jogos que não conseguimos separar o som do gameplay sem estragar os dois. Não à toa, ele também está concorrendo à categoria de melhor gameplay. A demo ainda não está disponível para o público, mas o trailer ilustra muito bem como isso vai funcionar.

 

inside

Quando procuramos as origens de Inside My Radio, podemos facilmente comparar com a história do desenvolvimento de Titan Souls: ele é um um conceito interessante que foi desenvolvido na Ludum Dare e que acabou sendo o vencedor daquela edição. Com a boa receptividade, os desenvolvedores acabaram vendo valor comercial na ideia e resolveram fazer um produto completo, e é esse Inside My Radio que acabou chegando à finalista de Melhor Som.

Inside My Radio é um jogo de plataforma no qual as ações do jogador precisam ser feitas estando em sincronia com a batida que está tocando ao fundo para que possam ser executadas. Como em qualquer jogo de ritmo que se preze, todo o cenário também está acompanhando a batida da música, e a sinergia entre sistemas é a chave para o sucesso.

Caso tenha se interessado pela ideia, você pode tanto adquirir o jogo aqui, quanto testar a versão original da gamejam aqui. Caso queira apenas conhecer um pouco mais, confira o trailer aqui.

 

apotheon

Honestamente, eu vejo várias qualidade em Apotheon, mas a que menos me chama a atenção com certeza é o design de som.  Mesmo assim, ele mostra um trabalho competente, tanto é que acabou chegando à finalista da cateogira de Melhor Som.

Jogos indies geralmente se baseiam em um gimmick visual para chamar atenção, e nesse aqui, o tema selecionado foi “Vaso Grego”. Tudo faz parecer que vemos as famosas pinturas ganharem vida de forma extremamente competente. Mesmo os cenários, que são estáticos, são de tirar o fôlego. A aventura como um todo o torna um representante moderno do gênero Metroidvania.

E quanto ao design de som? Bem, apesar de termos uma movimentação e arte bem caricatas, o som é o mais próximo o possível da realidade. Se ele fosse indicado ao oscar, provavelmente ganharia aqueles prêmios que ninguém entende direito, como o de mixagem de som e direção sonora. Caso se interesse pelo jogo, você pode conferir os meios de adquirí-lo através do site oficial.

 

thumper

Ele lembra muito alguns dos minigames que encontramos em Rhythm Heaven. Mas aqui de heaven ele não tem nada. Não à toa, o subtítulo do jogo é Rhythm Violence.

Desenvolvido por um ex-desenvolvedor da Harmonix, em Thumper controlamos um estranho besouro espelhando em um caminho aparentemente infinito, no qual precisamos dar os comandos certos nas horas certas. A execução perfeita é respondida através de um efeito característico no som do jogo, e quando mais se acerta, mais e mais carga acabamos sentindo em nossos ouvidos. É aquele tipo de experiência em que jogar sem um excelente headphone ou um sistema de caixas de som adequados é praticamente uma desfeita.

Thumper tem papado indicações e prêmios por aí, então não é de se estranhar que estamos vendo-o no BIG Festival. Para saber mais sobre o jogo, você pode acessar o site oficial aqui ou assistir ao trailer aqui.

 

mekazoo

Donkey Kong Country basicamente lançou o compositor David Wise ao estrelato. Qualquer projeto com seu nome automaticamente ganha destaque mesmo hoje em dia. Ele foi responsável por definir a direção sonora de todos os jogos da série Donkey Kong até hoje e, mesmo que ele nem sempre participe dos jogos, o estilo é facilmente reconhecido.

E o que fazemos quando pegamos esse estilo extremamente marcante, e damos uma roupagem mais moderna? Recebemos Mekazoo, é claro. Não sou especialista, mas ela é um elo perdido entre eletrônica e jazz, o que por si só já entrega algo único a nossos fones de ouvidoo.

A modernização não se prende só à trilha, mas á todo o resto também. O jogo aparenta se passar em uma floresta tecnológica, bastante luminosa e detalhada. Criaturas e inimigos aparentam ser compostos por partes mecânicas, oferecendo um jogo com muita personalidade. O jogo, com lançamento previsto para todos os consoles modernos, pode ser visto em toda sua glória no trailer oficial.

Vini Aleixo

About Vini Aleixo

Game Designer que crítica jogos como hobby e Relações Públicas Não Oficial, Não Autorizado e Não Remunerado da Nintendo.

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