BIG Festival 2015: Categoria “Melhor Gameplay”

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Vinicius Aleixo faz parte da equipe de organização do BIG Festival. Suas opiniões expressas no Quick Saving e em textos relacionados, entretanto, não representam de forma alguma as opiniões do BIG Festival ou Abragames.

 

E agora chegamos no que eu considero a categoria mais importante de todas. A arte correta e o som adequado podem sempre ser causar uma excelente primeira impressão, mas se o gameplay é ruim, o jogo também é. Fim de papo.

 

snow

A primeira vez que eu ouvi falar desse jogo não foi exatamente pelo seu gameplay, mas por uma campanha genial de promoção, na qual o jogo custaria o valor da temperatura que estivesse fazendo em Londres (sua terra natal). Quando eu fui atrás de entender o que era o jogo, descobri que ele é tão simpático quanto essa campanha.

Seu representante no jogo é uma estranha criatura cujo único objetivo é construir bonecos de neve. O espaço para rolar as bolas é compacto, o que acaba fazendo essa diversão sincera se transformar em um puzzle.

Mas A Good Snowman is Hard to Build conquista pelos detalhes. Em cada nova fase, a criatura dá nome para os bonecos que vai construir, e depois de concluídos, temos a importantíssima função de abraçar suas criações: mesmo se tratando de água congelada, é o suficiente para aquecer o coração.

 

circa

Terry Cavanagh já é cadeira cativa aqui no Quick Saving, e apesar dele não estar em nenhuma das categorias, pode-se dizer que seu estilo próprio está muito bem representado em Circa Infinity.

Tomando o controle de uma pessoa (ou duas ao mesmo tempo) é preciso girar por uma fase minúscula e circular para entrar pelos buracos e ir cada vez mais fundo. Tudo isso seria simples se não fosse pelas criaturas que estão sempre ali para dificultar o progresso. Mas há um twist na dificuldade: sempre que você conclui uma das microfases, você se aprofunda no círculo, e sempre que você sofre dano, você volta um pouco.

Essa dinâmica, somada à música e ao visual psi-cool-délico são convites irresistíveis para ficar em transe durante o jogo. O trailer é impressionante, mas sabe o que é mais ainda? Experimentar isso na pele.

 

Klang

Você fica impressinado quando descobre que jogos como Risk of Rain ou Hotline Miami foram feitas em uma engine acessível como GameMaker? Uma engine ainda mais amigável, o Construct 2, agora está muito bem representada com um jogo que está indicado não só para melhor gameplay, como também melhor som.

Klang é uma mistura cremosa e crocante entre plataforma, beat’em up e ritmo. Nos momentos focados em plataforma, você está avançando ao mesmo tempo que todos os obstáculos estão reagindo às batidas da música (que também é de extremo bom gosto), e o personagem flui de forma extremamente agradável. Em outros momentos, é preciso se manter fixo na tela para revidar ataques de inimigos voadores que te cercam em todas as direções. Aqui, o ritmo dita o momento que um golpe vai te atingir, o que não só passa aquele sensação excelente de estar lutando de forma coreografada, como também te ajuda a prever o momento certo para agir.

Ambos os sistemas funcionam igualmente bem, mas a chave para um gameplay extremamente fluido é o fato de que esses dois estilos de jogo estão sempre se misturando. A demo ainda não está disponível para o público, mas o trailer ilustra muito bem como isso vai funcionar.

 

bigaction

O estilo que consagrou o beat’em ups clássicos, como Streets of Rage e Final Fight, não acabou resistindo bem à passagem do tempo. Por não ter se adaptado na velocidade necessária, o estilo acabou passando o bastão para os Hack’n Slashes modernos que, apesar de serem semelhantes, são uma vertente muito distinta. Mesmo hoje em dia, os jogos que seguem o estilo original estão sempre tentando homenagear essa época, e não necessariamente fazer algo novo.

Os smartphones chegaram e trouxeram alguns ports de antigos, mas por nunca terem sido pensados especificamente para telas de toque, nunca chamaram muito a atenção. Mas Big Action Mega Fight, vem pra preencher essa lacuna, trazendo um gameplay que não requer nenhum botão digital: apenas gestos e movimentos na tela.

Ainda que o gameplay seja extremamente conservador, ele foi pensado para partidas rápidas, e é um jogo visualmente muito bem resolvido nesse estilo que remete bastante ao toon/vetorial.  Ele já está a venda e pode ser adquirido aqui.

 

okhlos

Os arrastões estão aí pra mostrar que a união faz a força, então nem é preciso dizer o quanto a capacidade de controlar uma multidão enfurecida pode ser letal.

O jogador aqui faz a vez de um profeta que precisa recrutar e guiar seu povo em meio à combates contra deuses, que estão a muito tempo castigando a humanidade a troco de nada. Você não consegue fazê-los se juntarem para virar um punho gigante como em The Wonderful 101, mas caraca, esse pessoal sabe se agressivo quando quer. Inclusive, destruir coisas com a sua multidão enfurecida pode animar eles ainda mais para deixar eles cada vez mais forte.

O simulador de arrastão grego ainda não está oficialmente no mercado, mas o trailer pode ser visto aqui.

Vini Aleixo

About Vini Aleixo

Game Designer que crítica jogos como hobby e Relações Públicas Não Oficial, Não Autorizado e Não Remunerado da Nintendo.

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