Lume

Lume_3_1280x800

 

Eu acho interessante ver como a nacionalidade de um jogo as vezes pode ficar impregnada na obra. Adventures como Monkey Island e Full Throttle, feitos por um estúdio americano fundando por um cineasta, têm inspirações fortes de filmes Holywoodianos. Enquanto isso, jogos como Machinarium e Samorost, desenvolvidos por um estúdio europeu independente, são muito similares à filmes com o mesmo pedigree. Ou seja: são mais artisticos, apegados aos detalhes e celebram as pequenas coisas. Lume é um jogo impregnado com esse estilo europeu. Esteja atento ao fato de que que todos as qualidadades e defeitos do jogo vem desse simples fato.

Lume é o nome da protagonista dessa pequena aventura. Quando ela chega para visitar o avô, ela percebe que ele não só está ausente, ele deixou uma mensagem dizendo que adoraria que ela fizesse todo o trabalho de fazer a luz voltar. Aos poucos você acaba conhecendo um pouco sobre o avô e sua história, mas não há nenhuma reviravolta aqui: apenas sabendo detalhes simples, a única conclusão que se pode tirar é que ele é um senhor com uma vida simples e feliz.

A resolução de puzzles é chave para progredir no jogo, mas é aí temos alguns problemas. O que chamamos de “atenção aos detalhes” em um filme, aqui podemos nos referir como mal game design. É difícil entender o que fazer ou mesmo o que pode ou não ser interagido. Há uma discrepância clara entre a dificuldade dos puzzles, o que só surge graças à não linearidade do jogo.

Ainda assim, é muito gostoso vivenciar esse pequeno mundinho nem que seja por alguns instantes. Especialmente considerando que ele é uma amostra para algo muito maior, melhor e polido, Lumino City.

 

Disponível para: PC, Mac e Linux
Desenvolvedora: State of Play
Tempo de jogo: 45 minutos
Pago

Vini Aleixo

About Vini Aleixo

Game Designer que crítica jogos como hobby e Relações Públicas Não Oficial, Não Autorizado e Não Remunerado da Nintendo.

Leave a Reply