Mega Man Zero

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Eu queria começar contando um pequeno relato sobre como Mega Man X foi uma série que marcou minha juventude, mas não tenho como fazer isso. Mega Man é uma série que nunca passou perto dos meus consoles. Logo, minha porta de entrada para a série foi justamente uma subsérie spin-off com o coadjuvante Corredor-Xesco fazendo a vez de herói principal.

Por bem ou por mal, jogar Mega Man Zero me faz sentir nostálgico. O visual e o tema tentam agarrar pelo pescoço os fãs da série Mega Man X, num gigante carrossel de fanservice. Isso não seria ruim se não fossem pelas filosofias de Game Design. Pouco parece ter evoluido desde a época do SNES. Isso superficialmente pode ser interessante para aqueles que simplesmente queriam mais da mecânica que consagrou a série, mas qualquer empolgação pela nostalgia provavelmente vai desaparecer quando as falhas desse sistem vem à tona. Se eu tivesse de destacar o maior desses problemas, provavelmente seriam as missões que nunca mais reaparecem caso você morra em ação.

Pelo fato dele ter sido lançado poucos anos antes do grande salto na área de Game Design que estamos acompanhando até agora, Mega Man Zero não é para o público que está indo atrás de Run ‘n Guns independentes que existem aos montes. Por outro lado, ele é uma excelente encapsulação da experiência de jogar SNES e, por isso, mesmo sem ter nunca jogado a série principal, posso apontar com segurança que os que jogaram vão estar muito bem servidos com esse spin-off.

 

Disponível para: Wii U
Desenvolvedora: CapcomInti Creates
Tempo de Jogo
: 3 horas e 30 minutos
Pago

Vini Aleixo

About Vini Aleixo

Game Designer que crítica jogos como hobby e Relações Públicas Não Oficial, Não Autorizado e Não Remunerado da Nintendo.

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